quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

Carpe Noctem

Ser

Primeiro é o parasita plangente
A ilusão perfumada da juventude.
Sobre o vômito lânguido da vida.
Mas a certeza do dever cumprido.

Depois é a rebeldia insaciável de uma busca
pelo infinito do nada
em uma existência de sentidos sem sentidos.
De uma dialética da virtude do agora.
Um sonho questionável de progresso.

Depois é o inverno fatal.
Frígidas as mãos do velho onanista.
E uma pseudo ilusão de experiência.
De uma memória contraditória.

Não!Quem poderá dizer o que é?

O pó

Depois...

Depois?

4 comentários:

  1. Depois sim... há de ter um depois... preciso crer nisso para continuar minha busca pelo infinito do nada...
    Sabe, se no depois, você estiver presente como no agora, nada temerei!
    LOVE

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  2. Eu andei pensando nisso esses dias. Às vezes a vida parece um jogo de sinuca, só que a bolinha branca somos nós e batem na gente, mudam a nossa posição (visão de mundo), até entrarmos na caçapa. E para que tudo isso? Evoluímos para fazermos o bem e ajudar outra pessoa a evoluir e aí o que será quando todo mundo for "evoluído", vamos para outro mundo aprender coisas novas? e vai ser sempre assim? ou vamos só virar comida de fungos e plantas para que os outros seres possam se alimentar também?

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